Primeiramente... um pedido de desculpas aos digníssimos inexistentes leitores pela demora de minha primeira postagem.
Segundamente... vamos ao que interessa: ESCRACHO!
Apresento aos meus queridos a seção mais digna desse blog (companheiros, desculpe a pretensão e sinceridade...). Aqui, a subjetividade mais objetiva é o objetivo mais concreto quando se trata do âmago de nossas (in)certezas.
Deixa de enrolação, mulé!
Eu escracho... Tu escrachas? Escracho no presente imperfeito do imperativo, enquanto escrachas no futuro futuríssimo do subjuntivo (VÊ SE FAZ ALGO,NÉ!). Eis a arte de escrachar, mais que arte, necessidade. Mas... não pensemos em leviandade - sou uma pessoa muito séria, criada pra casar, passar e lavar. Não iremos aqui abrir o cabaré e chamar LEEEEEEILA, EU QUERO A GATA MAIS GATA DO MEI DESSAS GATAS TODINHA!! Não, meus caros, nós somos high society e, sendo assim, desse mesmo jeitinho (mentira! mais uma) falaremos de nós mesmos, da nossa conjuntura, ideologia, metodologia, passado, presente, futuro, malícia, ginga, (falta de) caráter, roupa, maquiagem, enfim, "down down down the high society!" Na verdade, eu vou escrachar tudo que eu tiver afim mesmo e cabôsse, só num vou fazer disso um escracho, sacou?
Dia das crianças... uma boa pedida para escrachar... o que? Claro, O VESTIBULAR!
Ligando o "metendo o pau" (não levem a mal, huuum...)
Vamos, voltamos, giramos, batemos as mãozinhas e convenhamos: isso é, no mínimo, injusto! Pessoal, é txioria, como diz o lendário Giovanni. Teoria? Sim, teoria. Minha teoria: vários passos...
Primeiro: tá ligado(a) aquela velha história de que não se pode medir conhecimento por uma prova? Tipo... nota não é tudo. Tá, não é nada, mas também não é tudo. Isso é clichê, eu sei, mas juro... de pés juntos... que é verdade verdadeira! Imaginemos um ser bem estressado, tão estressado quanto eu (exagerei!)... imaginemos! Vários fatores são agravados por esse seu estresse social, tanto externos, quanto internos... e ainda inexistentes! De tal forma que, como se não batasse o fato de que a prova é uma avaliação materialmente em si injusta, pscicologicamente ela é bem mais que falha... é cruel, devassa, desumana, ó, muito desumana! Não acredito que a capacidade de uma pessoa esteja toda concentrada em uma folha de papel, marcada com bolinhas pretas que não admitem rasuras e SÓ podem ser de cor preta. Resumindo esse meu primeiro ponto teórico: materialmente falando, as capacidades intelectuais e, principalmente, dinâmicas de um ser não podem ser avaliadas meramente por(entende-se "através de") uma folha de papel, ainda que sejam duas, três... Psicologicamente eu digo que no dia da prova eu posso estar com um problema bem periclitante que limite minhas funções cognitivas, ou que eu seja mais uma vítima do estresse social e qualquer ação importante restrinja minhas ações, ou ainda que... Não dá, gente, não dá.
Bora passar pro segundo ponto: vestibular é adestramento! Não sei se pura, mas majoritariamente adestramento! Já visse algum intelectual bem desajeitado, que não estabelece horário de estudos, que não assiste todas as aulas de manhã em suas isoladas(não cometam a MERDA de botar aulas à tarde), que durma como uma pessoa merece dormir, que coma como uma pessoa merece comer, que viva como uma pessoa merece viver, que se interesse por cultura, que saiba discutir, quero dizer... aquela pessoa bem pessoa, passar no vestibular? Eu não conheço, não. O que eu sei é daquela galera que tem hora até pra palitar os dentes, essa galera passa no vestibular! A maioria adquire conhecimentos retalhados, apenas almejando saber "o que vai cair na prova". Grande parte não se aprofunda com o intuito de APRENDER,mas sim de cantar musiquinha pra decorar (ops!). Se eu tô sendo radical eu não sei, mas percebo que vestibular é muito conhecimento, sim, óbvio... mas é muito adestramento também. E eu não sou cão não, tá ligado(a)?
Terceiro? Cara, hipocrisia é tentar tapar o sol com a peneira! Isso é um sistema falho! Esse sistema do qual me refiro é bem "solução de última hora". O ser passa a sua vida todinha numa escola, lá ele faz provas, né? (Elas, mais uma vez!) Pronto, bora ser menos radical... o ser fica na escola tendo aula e fazendo prova pra tentar dizer que aprendeu mesmo. Nisso, se ele chega até o atualmente chamado 3º ano, é porque o tal sabe de "tudo"... desde o berçário, onde ele aprendeu a mijar, até o terceiro ano, onde ele aprendeu a zonar, né? Cara, vou fazer uma prova pra entrar numa faculdade PÚBLICA?? Uma PROVA?? O ensino não é público?? Eu não passei em todas as provitxas que me obrigaram? Não posso colocar todo esse conhecimento em 80 quetões durante 5 horas não! Ah, tá, tem a segunda fase! Sim, mas, eu tenho direito a ensino PÚBLICO de qualidade? Então porque tenho que fazer vestibular pra entrar na UFPE, UPE? Me diz, isso tá certo, tá?
No quarto ponto eu poderia pensar mais e colocar várias outras críticas pra escrachar mais esse negócio! Se não fosse o fato de que já são pra mais das 2 da manhã... e, sim, eu sou vestibulanda. Quer dizer, tento ser. Então vou pro quinto ponto teórico.
5°: eu não sou comunista, socialista, bandeirista, bolista, jornalista, frentista... assim como também ninguém é perfeito, mas mandarei uma musiquinha, neste meu último ponto, para embalar os corações febris de nossa juventude perdida... ou dos nossos adultos amargurados... ou velhos adormecidos... crianças safadinhas... enfim, 1, 2, 3... solta o som!
Subversivos - Abaixo o Vestibular
A universidade deve pintar-se
de negro, mulato, operário e camponês!
A educação é um direito, pois todo estudante
conclama a sua vez!
Ou o povo invadirá e pintará
com as cores que quiser!
Por vagas iguais a todos!
Essa é a bandeira onde ela estiver!
LIVRE ACESSO À EDUCAÇÃO,
LUTAR PARA GANHAR!
A PALAVRA DE ORDEM É
ABAIXO O VESTIBULAR!
No conhecer há um latifúndio,
com cercas lucrativas que juntos vamos romper!
E quem não paga é excluído,
por que pro empresário sem dinheiro não tem vez!
Sustentamos uma máfia de cursinhos,
diga não a esse funil!
Pois nossa luta pelo livre acesso
cresce em todo Brasil!
Pronto, criancianhas, eis o meu primeiro escracho! Não sei se digno, não sei se banal... mas que foi, foi! Teoria contra o vestibular apresentada, escrachei. Apresentação escrachal também feita, expliquei. A Xitinha agora manda bêju pra todo mundo, diz boa noite e vai se recolher.
Escrachadamente, Xita.
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